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DEUS RESTAUROU A MINHA VIDA FÍSICA E ESPIRITUAL
Meu nome é Ediralda Marques da Silva, sou casada e tenho duas filhas. Senti no meu coração a necessidade de escrever como o Senhor Deus restaurou a minha vida física e espiritual.
No ano de 1990 comecei a ter uma pequena dor na perna direita, que desde então foi se agravando, me obrigando a procurar um médico. Ao fazer alguns exames, o clinico geral me disse que eu estava com reumatismo no sangue, por isso sentia dor e febre constantemente. Como não resolvia, transferiam-me no ano seguinte para um reomatologista, dizendo que o tratamento era caso de um especialista.
Enquanto isso, os medicamentos que receitavam eram em vão. A dor continuava. Cada pessoa que sabia do caso receitava o seu remédio. Às vezes acatávamos na esperança de melhorar. Eu não sabia explicar como era a dor; só sabia que não me deixava andar normalmente, pois mancava muito. Na medida em que o tempo passava, eu emagrecia e cada dia mais ficava desiludida, me achando a pior das criaturas.
Afastei-me dos médicos alguns meses tentando a cura por remédio caseiro; até em benzedores eu fui. Foi a experiência mais triste que vivi.
O problema continuava. O dinheiro já não supria tantos remédios e a essa altura, até a bíblia meu esposo já estava lendo, aceitando a palavra do Senhor, o que antes ele criticava.
Encaminharam-me a um ortopedista, dizendo que era uma falha no osso (fêmur). Íamos praticamente todos os dias ao médico para ouvir sempre a mesma coisa: “continuar com os antibióticos, antiinflamatórios, remédios de febre e voltar amanhã”.
A depressão tomava conta de mim. Em 1992 resolvi voltar a estudar junto com minhas filhas, pensando que o problema fosse desaparecer.
Saía cedo, depois de uma noite de febre e dor. Na medida em que os meses iam passando, eu andava mais torta, arrastando a perna. Formou-se um hematoma acima do oval da dor, um obsesso avermelhado e um inchaço que não podia encostar. Era como se enfiasse uma grande agulha.
Mais uma vez fomos ao médico. E desta vez nos mostraram a realidade: o meu problema não tinha cura.
Após fazer um exame, cuja coleta me causou muitas dores, o médico me passou um medicamento muito caro: uma injeção de rosefim.
Durante esse medicamento o hematoma foi à tona. Muitos me perguntavam se eu cria em Deus. Até meu médico um dia me perguntou.
Cheguei ao consultório do médico mais uma vez, depois de uma noite de muita dor e febre. O inchaço havia se tornado num tumor abaixo dos rins. Eu pensava que se o médico abrisse aquele local, chegaria o fim daquele tormento. Não dei alternativa e disse que só sairia do consultório quando ele cortasse a pele para sair aquela inflamação. Não sabia eu que o médico não queria abrir pelo motivo de complicações piores.
Ele me atendeu. Fomos ao ambulatório e a intervenção cirúrgica foi feita, retirando toda aquela infecção. Foi horrível; tanta dor ainda não havia passado.
O médico ficou espantado com a sujeira que saiu. Ele explicou que era uma infecção no osso ilíaco adjacente, por isso prejudicava a minha perna direita. Ele disse que a secreção procurou um meio de sair, fazendo uma lesão abaixo dos rins. Após a cirurgia ficou saindo uma secreção avermelhada, o que fez o médico colocar um dreno.
Eu pensava que no outro dia já pararia toda aquela secreção. Foi engano meu. Continuava com muita intensidade me levando a fazer até 3 curativos por dia. Já não suportávamos mais. Havia esgotado todos os nossos recursos e não tínhamos mais dinheiro para comprar tanto medicamento. Todos muito caros.
O Senhor Jesus conhecendo a dor que passávamos, usava seus servos para nos trazer sua palavra, que é viva e eficaz.
Em Junho de 1992, com o avanço do problema, não bastava mais o serviço ambulatorial, era preciso internar-me no hospital. Fizeram-se exames e mais exames, inclusive tomografia, descobrindo então o problema. Eu estava com osteomielite. Não sabia bem o que era, mas dizia que o nome da doença era bonito.
Perguntei meu médico se tinha muitos casos desses. Ele respondeu que não. Dos pacientes dele era eu e uma moça que fiquei conhecendo de vista. A primeira vez que fui ao médico, essa moça entrou de muleta com um grande corte descoberto na coxa, e tão magra que me assustei.
O problema dela era o mesmo, só que ela estava no final e eu apenas começando. Dentro de mim algo dizia que eu não iria ficar daquele jeito, que deveria lutar e não acomodar.
Depois de um dia nublado, sem sol e muito frio, já eram mais de seis horas da tarde, e eu havia chorado muito, deitada naquela cama de frente pra grande janela de vidro, olhei para o céu e fiquei com muito medo da noite que estava caindo depressa.
Então eu disse: “Deus me dá uma esperança; mostra um raio de sol se o senhor estiver me ouvindo”. Foi a resposta mais real que eu já vi. Saiu um raio daquela pesada nuvem direto na minha cama; levantei a mão como se pudesse pegar o sol. Pouco depois, a noite caiu. Foi o conforto que precisava. Dois dias depois, resolvi sair do hospital e ir embora para casa.
Já em casa, fomos assistir, depois de muita insistência de uma vizinha, a um culto em sua casa. Quando saímos, o esposo dela disse ao meu que ele (meu esposo) havia recebido uma maravilha de Deus.
Alguns dias depois, no trabalho, após chorar na presença de Deus, meu esposo fez um compromisso de servi-lo da melhor forma. Ele queria tão somente que Deus mostrasse o remédio que fosse de fato curar-me.
Pouco depois apareceu um colega crente, que ao saber que o problema continuava, disse que sabia o remédio que me curaria. Meu esposo pensou que ele falava de Deus. Na verdade não era de Deus, mas era a resposta de Deus. Ele ensinou um remédio e meu esposo lembrou o que pedira a Deus.
À tarde, ao chegar em casa, meu esposo me disse que eu não iria mais tomar remédios de farmácia, mas que Deus havia providenciado outro meio: um remédio que iria resolver o problema. Perguntou-me se eu cria; eu disse que sim.
Ele trazia na mão uma garrafa com dois litros de água, e dizia que ali tinha leite de uma planta. Tomei aquela água branca durante um mês e nada de cura.
Já em outubro, nasce uma casca sobre o ferimento, me preocupando, porque se entupisse a secreção começava a inchar e dava febre. Meu esposo insistia comigo que eu estava curada.
A essa altura era impossível aos meus olhos, mais era a verdade. A dúvida sempre martelava na minha cabeça; meu esposo porem, confiante, me dizia que desde o dia em que o médico falou que eu não tinha cura, algo mais forte havia o convencido o contrário.
A busca de servir a Deus da melhor forma, não havia sido esquecida. Nossa condição financeira estava controlada. Já havíamos pagado toda a divida de medicamentos, só restava saber qual a melhor forma de servir a Deus.
Íamos às missas, reuniões pra ajudar pessoas necessitadas, etc. Não obstante, continuava faltando alguma coisa. A bíblia diz em João 8 e 32: “e conhecereis a verdade e ela vos libertará.” À essa altura meu esposo, já conhecendo a verdade, viu que faltava tudo para servir a Deus da melhor forma.
Maio de noventa e três, fomos a uma igreja evangélica próxima de nossa casa. Gostamos muito e resolvemos voltar no sábado. A pregação da noite foi ungida pelo Senhor, e aceitamos a Jesus. Aleluia! Gloria a Deus! O primeiro amor! Queríamos que todos participassem conosco daquela paz que só Jesus Cristo pode dar. Contei o testemunho que Jesus havia me curado a muitas pessoas.
Final do ano de noventa e três, surgiu entre o trajeto da infecção e o local do vazamento que era nas costas, uma pequena pontada, que começou me incomodar. Falei pro meu esposo e ele me afirmou que eu estava com preocupação sem motivo, porque eu estava curada. Mesmo assim, ele disse que iria orar por mim. Orávamos todas as noites, repreendendo aquela preocupação. Numa certa noite, sonhei ouvindo uma pessoa me dizer: não é maligno, não é maligno. Contei o sonho e meu esposo disse que ia mudar o modo de orar. Passou a se humilhar, pedindo que tirasse aquela enfermidade de uma vez por todas.
Em fevereiro de noventa e quatro, fomos a um retiro espiritual da igreja, e ainda continuávamos a suplicar ao senhor todas as noites que me curasse.
Passamos horas agradáveis na presença de Deus, e Ele com sua misericórdia, respondeu mais uma vez as nossas orações. Foi de repente que aquele local ficou vermelho; veio a furar, saindo um pequeno osso, que havia deslocado e parado naquele trajeto, fazendo assim a rejeição, levando a dar pontadas e incomodando. Após isso cicatrizou, restando apenas duas cicatrizes.
Um ano depois descobri que osteomielite é câncer no osso.
O senhor poupou-me de saber a verdade, porque sabia que não a suportaria.
Agradeço a Deus, pois ele colocou e ele retirou; como diz JÓ: “bem sei que tudo pode e nenhum dos teus planos pode ser frustrado”. JÓ 42
Amem.
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