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IGREJA E O CRESCIMENTO IMPACTANTE
( At. 19.8-10; 17.20; 20.25-31)
INTRODUÇÃO:
A Igreja do Senhor tem em si mesmo todo potencial necessário para o seu crescimento, uma vez que é habitada pelo Espírito Santo e tem ao seu dispor os dons espirituais que são dotações de poder da parte de Deus objetivando o seu efetivo crescimento como agência de Deus no mundo.
Sabemos, contudo, que não basta crescermos numericamente. É necessário que o crescimento seja respaldado pela qualidade de vida cristã de cada crente e de toda a Igreja como corpo, a fim de que causemos impacto no contexto histórico-social onde atuarmos e marquemos a sociedade com os sinais característicos do reino de Deus e façamos as trevas recuarem, à medida que, efetivamente mudarmos índices negativos por meio de nossa atuação como Igreja.
Tomemos a prática ministerial do Apóstolo Paulo na cidade de Éfeso, no sentido de percebermos os princípios presentes em Atos 19 e contexto, e aplicarmo-los à nossa realidade atual.
I - ENCARANDO A REALIDADE
1.1 - A realidade enfrentada por Paulo em Éfeso tem certa similaridade com o nosso tempo;
1.2 - Éfeso era um grande centro urbano, bem como o maior “mercado” da Ásia Menor;
1.3 - O maior desafio que se impõe à Igreja atual é a evangelização dos grandes centros urbanos do nosso país;
1.4 - Pelo menos 2/3 da população brasileira vive nas cidades, fato que exige de nós uma ação evangelizadora que contemple a complexidade dos problemas sociais próprios destes grandes centros;
1.5 - Não bastasse isso, somos desafiados pela multiplicidade de crenças e filosofias religiosas do mundo pós-moderno e da sociedade pluralista e inclusivista;
1.6 - Tal qual Paulo em Éfeso, somos desafiados a enfrentarmos o misticismo subjetivista de certas expressões religiosas que se apresentam como evangélicas, que tem gerado uma visão de fé heterogênea e desvinculada da Bíblia, como crivo de verdade absoluta.
II - PROCEDERMOS A UMA AÇÃO EVANGELIZADORA DENSA NO CONTEÚDO
2.1 - Paulo discorria, discutia e convencia as pessoas usando as Escrituras;
2.2 - Paulo procurava convencer a fim de converter. O texto diz que muitos foram “persuadidos”;
2.3 - Urge que apresentemos às pessoas um Evangelho sério e que concorde com as sãs palavras de Deus;
2.4 - É verdade que os argumentos inteligentemente apresentados na evangelização, não substituem ao Espírito Santo. Mas, é igualmente verdadeiro que o Espírito Santo não dispensa os argumentos;
2.5 - Faz-se necessário que enfrentemos corajosamente a idéia de que o Evangelho é uma proposta simplista e um conjunto de proposições vagas;
2.6 - Resgatemos o compromisso de pregar o Evangelho na sua inteireza e, façamos isso inteligentemente a fim de levarmos as pessoas a um grau mínimo de compreensão da verdade.
III - INVESTIRMOS CONSISTENTEMENTE NA FORMAÇÃO CRISTÃ DOS CRENTES
3.1 - O texto diz que Paulo separou os discípulos e passou a argumentar com eles na escola de Tirano;
3.2 - Só teremos Igreja que cresça e cause impacto no mundo se tivermos crentes devidamente formados no caráter cristão;
3.3 - Os crentes de Éfeso romperam definitivamente com as práticas religiosas que antes praticavam - At. 19. 18,19;
3.4 - A presença da Igreja precisa ser sentida na sociedade, e a vida piedosa dos crentes tem que incomodar e desencadear alguma mudança de valores e conduta.
IV - EVITARMOS A TENTAÇÃO DOS RESULTADOS IMEDIATISTAS
4.1 - Vivemos na sociedade do descartável e incorremos no risco de não enxergamos a verdade bíblica de que no Reino de Deus trabalhamos tendo em vista o eterno;
4.2 - Precisamos de visão de longo alcance a fim de não sermos seduzidos pelo pragmatismo imediatista;
4.3 - Paulo permaneceu um longo período em Éfeso - At. 20.31;
4.4 - Uma vez que tenhamos certeza da clara direção e vontade de Deus naquilo que fazemos os resultados, certamente aparecerão.
V - ESTABELECERMOS MEIOS ADEQUADOS PARA A PROTEÇÃO DO REBANHO
5.1 - É preciso nos antecipar aos problemas e perigos que ameaçam o rebanho;
5.2 - Fortalecermos nossas trincheiras contra os perigos que vêm de fora - At. 20.29;
5.3 - Termos coragem de denunciar os erros que surgem dentro da comunidade - At. 20.30;
5.4 - Termos discernimento para identificarmos as motivações no exercício ministerial de algumas pessoas;
5.5 - Rechaçarmos toda forma de personalismo que acaba por reduzir a proposta ampla do Evangelho a dimensões subjetivas;
5.6 - A visão do homem de Deus deve ser obedecida enquanto estiver de acordo com a verdade e a visão de Deus;
5.7 - Como líderes, precisamos apresentarmo-nos como referencial de vida para o rebanho. Quando o sacerdote se corrompe começamos a descida para o Icabôde.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A guisa de conclusão, atentemo-nos para os seguintes princípios práticos:
1 - A Igreja precisa conhecer o seu tempo e realidade a fim de ser relevante. Ela não pode ser antiga nem moderna, precisa ser contemporânea;
2 – Desenvolvermos uma prática de evangelização que alcance as massas e atinja as mentes. Apelos à decisão sem entendimento geram adesismo, mas não conversão genuína;
3 - Conduzirmos os convertidos a um compromisso sério com discipulado cristão, visando forjar neles o caráter santo de Cristo, para que cada crente seja um agente de transformação em seu contexto de vida;
4 – Aceitarmos o fato de que Igreja que cresça impactantemente demanda tempo e longos períodos de ensino;
5 – Sermos criteriosos no sentido de selecionarmos líderes a quem delegamos funções na Igreja. Rechaçarmos lobos que vem de fora e denunciarmos os falsos que porventura estejam dentro.
Pr. Enoque Vieira da Silva
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