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AMOR AO PODER OU PODER DE AMAR: UM DESAFIO À VIDA CRISTÃ
Passando esses dias pela Faculdade de Filosofia (UFG), percebi uma frase na parede que me chamou a atenção: "Alguns possuem amor ao poder, outros o poder de amar". Isso me levou a perceber a grande diferença existente entre os homens. Pois, percebemos no cenário mundial e particularmente em nosso país, uma onda gigantesca de corrupção, denuncismo, improbidades administrativas e tantos mais desatinos cometidos por uma causa própria, "amor ao poder". Poder este que encanta, cega, abstrai a capacidade humana de amar. Fato é: o amor ao poder pode, e pode quase tudo, só não pode o poder de Amar.
Paradoxalmente, percebemos Cristo, protótipo existencial do poder de amar. Ele podia ter feito qualquer coisa, porque possuía todo o poder. "É-me dado todo o poder no céu e na terra." (Mt.28:18), mas, escolheu fazer tudo que pôde para nos amar, e mostrou isso, não com falácias e nem com discursos, mas com um nobre, distinto e poderoso gesto: o do "amor". Amor que enche a terra e enche os céus! Amor que abrange a todo o mundo e atinge a mim! (hino 396-harpa cristã). Amor que nasce no coração de Deus, e que explode em nosso coração com atração eterna. "Com amor eterno te amei; também com amável benignidade de atraí". (Jr. 31:3). Amor que também nos desafia a amar o fraco, o perdido, o doente, o desapercebido, o amigo e o inimigo, porque em nome deste amor: "Podemos todas as coisa Naquele que nos fortalece" (Fl. 4:13). Porque amar, geralmente é uma proposta de dar em lugar de receber e isso inevitavelmente nos custa algo sacrificial.
O poder de amar exige sacrifício. Exemplo disso é o amor divino, que "...deu o seu Filho Unigênito..." (Jo.3:16). Possuir o poder de amar é demonstrar amor gastando tempo, energia ou dinheiro também. Mas muitas vezes trocamos amor por poder. Como disse John Power, psicólogo americano em seu livro," Porque tenho medo de dizer quem sou": "É uma lei tão verdadeira como a lei da gravidade, precisamos aprender a amar as pessoas e usar as coisas, e não usar as pessoas e amar as coisas". E este é exatamente o grande diferencial entre o amor ao poder e o poder de amar.
O amor ao poder é egocêntrico, e o poder de amar é Cristocêntrico, não olha seus próprios interesses, enfim: "tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta, porque esse amor nunca falha. Porque, agora, vemos por espelho em enigma; mas, então, veremos face a face; agora conheço em parte, mas, então, conhecerei como também sou conhecido. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; mas o maior destes é o amor". (I Co.13).
Miss. Marlene
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